- A massa de ar frio começou a se desmanchar. Dois vultos agora podiam se vistos, andavam calmos pela orla nas primeiras horas da manhã. Ao horizonte os primeiros sinais do sol. O homem mais alto parou e manteve por algum tempo o seu olhar preso no mar. Enquanto o homem mais gordo acendia um cigarro. "Muito bem Paul". Uma voz de fumante quebrou o silêncio, rouca com algo preso a garganta continuou entre pigarros: "Observe como será daqui para frente". O outro soltou um riso abafado. "Será uma maravilha... Se continuar deste jeito Jorge". "Garanto a você..." Neste momento, a ficha de Jorge deve ter desentalado, ele meditou por alguns milésimos de segundo e para disfarçar puxou um pouco de fumaça, manteve-a na boca e foi soltando aos poucos. De modo com o qual tivesse agora a frase pronta: "Que esta pequena mudança 'necessária' não alterará nada, além de trazer para nós o aconchego que merecemos. Depois de todos estes anos você pode confiar no velho Jorge". Paul respirou fundo. "No velho Jorge eu sempre confiei..." Uma arma foi engatilhada "Agora, eu não confio, neste 'novo' Jorge" Um tiro.
- Da boca do homem mais gordo o cigarro caiu. Os olhos dele expressavam muita dor, escondida estava uma lágrima. "Porque?" A pergunta vagou e custou a sair pela boca do baleado. Joelhos fraquejaram. As mãos cobriam a barriga, um pouco acima do umbigo, o lugar de onde o sangue saia quente. Debaixo do sobretudo, a camisa branca tornava-se vermelha e o corpo se contorcia involuntariamente. Ele ficaria ali, sangrando até a morte. Olhou de novo para Paul, mas este já estava longe. Caminhava sem culpa, ou sem aparentar remorso. Jorge deitou no chão e esperou.
- Um tiro. A emergência do hospital Santa Clara foi acionada e Alberto, um jovem plantonista não estava pronto para lidar com os acontecimentos que iriam seguir. Subiu na ambulância e ela rasgou a madrugada. "Tem um homem deitado ali" Gritou o motorista. A equipe medica desceu. "Ele está vivo" "Para dentro da ambulância" E em uma maca o gordo Jorge foi levado, inconsciente. Mas foi ao caminho do hospital que devido a quantidade absurda de sangue perdido ele morreu. Alberto simplesmente não soube o que fazer. Começou a se culpar.
- "Alberto, estas coisas acontecem" Enfermeiras tentavam o consolar, anima-lo mas era inútil. Ele estava certo de que era capaz e de que não tinha feito nada. O que realmente era verdade. Estava muito nervoso com a chamada que resolveu esperar até chegarem no hospital. Erro humano. Erro. Foi esta palavra que na mente de Alberto o perturbou. Junto com a culpa ele foi embora com uma corda no pescoço.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
União de cordas
Assinar:
Postar comentários (Atom)

2 comentários:
Textos devem ter inicio meio e fim mimimm DGVCBHHTFJHUA alà! um otanissassa nao explicado causando o suicidio de um tosco nem um pouco preparado p ser mmedico. TEM Q VER ISSO AI. vontade de saber os motivos do paul.. mkmk POSTE MAIS SEMPRE
Parabéns tavos O.o
eu gosto desses contos rapidfire, que nem sempre explicam tudo..pois gosto de presumir as coisas dele..auhauhuha
parabéns mesmo. Continue assim =D E já que é só por aqui que vc é comunicável, já sabe se vem ser com conterrâneo? Grande abraço!!
Postar um comentário