- As mãos tamparam as orelhas. Os olhos se contraiam ao máximo. Descabelou-se. Pois fim caiu de joelhos. Um fio de baba desceu do canto da boca enquanto, em meio a pranto desesperado, suplicou. "Parem, por favor, parem." Não cessou. "Por favor, eu suplico, eu suplico. Não tenho culpa, não fiz nada juro!" Mas não havia cristo que fizesse aquela tortura parar.
- O redor era impossível de ser visualizado, todos os sentidos estavam embaralhados. Os pensamentos não se perdiam, eles não iam embora. As lembranças ficavam cada vez mais reais. O que estaria acontecendo? Que som era aquele? Antes de tudo, a dor respondia por si.
- Viu a si mesmo deitado em uma cama de hospital. Com uma forte luz incidindo na sua cabeça. Ela entrava no seu cérebro e causava uma sensação tenebrosa inexplicável. De repente o trinco da porta fazia barulho e ele mesmo entrava, para visitá-lo. Parecia ter se perdido de si mesmo. O olhar era triste e ele ia embora através do espelho. Tudo estava cada vez mais confuso.
- Estaria indo para o inferno? Estaria morrendo? As pombas paradas na janela não respondiam. Elas então voaram para longe.
- Voltou a si de repente. Estava caido de joelhos babando. Sua cabeça doía devido a pressão que seus braços empregavam nela. Os olhos não queriam abrir, mas a pálpebra relaxou-se involuntariamente. A luz que incidiu em sua pupila dilatada incomodou por alguns instantes. Parecia que o som havia sumido. O corpo começou a formigar. Estava em uma sala suja, sozinho. A luz se acabou.
- Desesperado no escuro. "O que é que está havendo?" Era, talvez, sua unica chance. Nenhuma resposta. Valia a pena tentar? Estariam espionando-o? No escuro completo? Seria mais uma vez uma ilusão? Ouviu o trinco de uma porta. A fechadura de uma janela. O que estaria acontecendo? O que deveria esperar mais?
- A luz piscou. Continuava sozinho, não viu portas nem sequer janelas. Quando a luz voltou estava em um buraco. No fundo dele. Bem no alto a luz fraca da lua que pouco a pouco beijava-se com a sombra em um eclipse inesquecível.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Desculpem, eu espero remendar tudo em breve
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2 comentários:
Seria o típico dramalhão. A tempestade em copo d'água. (Tá que nesse caso não é beeeem em copo dágua, até é algo maior e jsutificável)
Bom texto!!! =D GOsto de textos que falam de sensações, sentidos, sentimentos.
PArabens!
pq q vc ta numerando os paragrafos?
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