- O dia nasceu lindo mas sua tarde estava nublada. Ao anoitecer o céu estava quase todo azul escuro e o horizonte mantinha uma luz misteriosa, de um brilho avermelhado. E com esta imagem e a silhueta de algumas árvores que o sol sumiu por completo. Ao redor uma festa, mas nosso herói, pelo visto, não tinha muito o que comemorar. Ascendeu um cigarro e olhou a fumaça ir dicipando-se devagar. Densa e seu odor era pouco agradável. Não era, com certeza, um cigarro comum.
- Ajeitou sua jaqueta de couro e saiu andando pela rua. Os olhos atentos a tudo. Em sua frente um preto que tentava, ao máximo, esconder um estilete amarelo no bolso. Ridículo. Pensou, um sorriso de canto de boca. Ao seu redor, garrafas de cerveja na mão de valentões idiotas. Garotas sendo paqueradas de forma amadora, segundo sua jurisdição. Estou cercado de idiotas.
- Ajeitou-se por fim, na mesa de uma lanchonete, aonde pediu algo para comer. Com o acompanhamento de bebida. Fixou seus olhos sombrios em uma pequena TV que estava escondida em algum canto. Ao seu lado acomodaram-se nove outros sujeitos já alterados, que não queriam nada com nada. Mexeram com a garçonete. Derramaram cerveja no chão e esbarraram na mesa ao lado. Não vai pedir desculpa? Eu não devo desculpa a você, você não é meu amigo. Respirou fundo e por fim pensou: Foda-se.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Roda de fogo
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